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Federação
Portuguesa |
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Página da Comissão Técnica de F2 ( Voo Circular Comandado - VCC ) |
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1 – A NOSSA AJUDA PARA A ESCOLHA DA SUA MODALIDADE Para quem se quiser iniciar no aeromodelismo, ou simplesmente aperceber-se, de forma genérica, do que é a actividade aeromodelística, vamos tentar começar por dar-lhe uma breve visão geral do aeromodelismo, seguindo-se uma outra, também sumária, do "voo circular comandado" (ou simplesmente "voo circular"), que é esse o âmbito desta Comissão Técnica. Nota: Nalgumas figuras que seguidamente se apresentam, a sigla JCR significa que esses desenhos foram extraídos do livro "Aeromodelismo - Teórico e Prático" de José Carlos Rodrigues. 2 – A FAI A Fédération Aéronautique Internationale (FAI) é uma organização que teve início em 1905 e que regulamenta o desporto aeronáutico mundial. O aeromodelismo encontra-se reconhecido como tal e, portanto, é também abrangido por esta organização. Em 1951, a então oficialmente designada Comissão Internacional de Aeromodelismo (CIAM) organizou o seu primeiro Campeonato de Aeromodelismo. Esta Comissão também preparou toda a regulamentação desportiva das diversas categorias. 3 – AS CATEGORIAS A CIAM organizou o Aeromodelismo, dividindo-o nas seguintes Categorias: F1 – Voo Livre; F2 – Voo Circular; F3 – Rádio Controlo; F4 – Maquetas Voadoras; F5 – Rádio Controlo com Motores Eléctricos. Cada uma destas "Categorias" foi dividida em "Classes", que são as modalidades específicas de competição, com a sua própria regulamentação. Para uma visão global das diversas "categorias" e "classes" (ou modalidades) pode consultar a secção "Categorias e Classes", neste "site" da FPAm, ou, para mais regulamentação da FAI, o FAI Sporting Code, Section 4, daquela Organização. Sendo nós a Comissão Técnica de F2, da FPAm, é a esta Categoria que vamos dedicar o texto que se segue. Essencialmente, o Voo Circular consiste em construir e fazer voar modelos que têm como característica comum o sistema de comando esquematizado nas figuras abaixo, o qual lhes permite voar em círculo e evolucionar numa superfície geométrica hemisférica que tem, por centro, o punho seguro pelo piloto e, por raio, o comprimento dos cabos de comando:
4 – A PISTA DE VOO CIRCULAR De uma forma simplificada e segura, deveremos voar a maioria das "classes" do Voo Circular, dentro de pistas com o pavimento liso, devidamente marcado, e no interior de uma rede de protecção com cerca de 2,5 a 3 m de altura.
5 – AS CLASSES DA CATEGORIA F2 Esta categoria encontra-se dividida nas seguintes classes: F2A – Velocidade; F2B – Acrobacia; F2C – Corridas de Equipas; F2D – Combate; F2E – Combate "diesel"; F2F – Corridas de Equipas com modelos do tipo silhueta. Não vamos aqui transcrever a regulamentação mas somente, de uma forma simplificada e com algumas fotografias, dar uma ideia do que são as várias classes ou modalidades. A regulamentação específica destas classes, pode ser obtida por "download" no "link" que seguidamente se disponibiliza: Por razões de segurança, as diversas classes de Voo Circular devem ser sempre praticadas em pistas com as características já anteriormente referidas. 6 – F2A (VELOCIDADE) Nesta classe, o objectivo consiste, com um modelo especial, tentar obter-se as mais elevadas velocidades em voo, que for possível. 6.1 – O MODELO Esta classe recorre a modelos com determinadas características, equipados com motores de 2,5 cm3. O combustível "standard" é fornecido pelo júri, a fim de colocar todos os concorrentes em condições de competição idênticas e evitar o uso de aditivos perigosos. O modelo não tem trem de aterragem, mas apenas "patins" para a aterragem, feitos de arame de aço ou lâminas metálicas. A procura das melhores soluções aerodinâmicas tem feito evoluir os modelos para formas, por vezes, fora do que pode ser considerado "normal"! A descolagem é feita sobre um carrinho, que depois da descolagem do modelo, fica no chão (ver foto com o modelo sobre o carrinho). Hoje em dia, nos campeonatos do Mundo e da Europa, já se obtêm velocidades da ordem dos 300 km/h, com um combustível constituído por 80% de metanol e 20% de óleo de rícino (sem aditivos), voando o modelo a cerca de 1,5 m do chão.
6.2 – A COMPETIÇÃO O controlo destes modelos, tal como nas outras classes, é feito por dois cabos (um de subida e outro de descida) que ligam o modelo ao punho de controlo que está na mão do piloto. Nesta classe, os cabos têm um comprimento tal que a distância que vai do eixo do modelo ao eixo do punho seja de 17,69 m. Assim, o modelo dando 9 voltas percorreu 1 km. A cronometragem do tempo que leva a percorrer este espaço, permite chegar à velocidade média que o modelo atingiu. Para isso, tem que existir uma forquilha rotativa fixada no centro da pista. Nela, o piloto coloca a mão com um punho, de forma própria, permitindo assim que a distancia percorrida pelo modelo, seja exactamente a anteriormente referida. Antes de cada voo oficial, o depósito é enchido e seguidamente despejado, para que fique totalmente lavado, não havendo assim hipótese de conter aditivos. Será novamente cheio, também na presença do júri, podendo seguir agora para o seu voo de classificação. O piloto, que é o concorrente, tem que ser capaz de rodar em torno da forquilha que está no centro da pista, e controlar simultaneamente o modelo (ver foto).
Trata-se de uma classe que é praticada por aeromodelistas com vocação mecânica, que dedicam o seu tempo à aerodinâmica do modelo e dos hélices e à preparação do seu motor, chegando mesmo à selecção das esferas dos rolamentos que lhe montam. Regulamento detalhado: Ver Cap. 4.1 do FAI Sporting Code, Volume F2, acima disponibilizado (item 5). 7 – F2B (ACROBACIA) Nesta modalidade, procura-se que um modelo, com formas muito semelhantes a um avião verdadeiro, possa realizar as acrobacias que os aviões reais desta especialidade fazem. Dado que os modelos, devido aos cabos, evolucionam numa superfície hemisférica, as figuras oficiais estão adaptadas a esta forma. Há um limite de tempo de voo (7 minutos) para cumprir todo o programa estabelecido pelo regulamento, o qual é composto de 16 figuras. 7.1 – O MODELO É habitual que tenha cerca de 1,5 m de envergadura, e tem a forma aproximada de um avião real.
7.2 – A COMPETIÇÃO O programa completo de acrobacia inclui as seguintes figuras, as quais devem ser executadas pela ordem indicada: – arranque; – descolagem; – dupla volta sobre a cabeça; – loopings direitos; – voo invertido; – loopings invertidos; – loopings quadrados direitos; – loopings quadrados invertidos; – loopings triangulares direitos; – oitos horizontais; – oitos quadrados horizontais; – oitos verticais; – oitos triangulares verticais (também conhecidos por "ampulheta"); – oitos sobre a cabeça; – trevo de quatro folhas; – aterragem. Todas estas figuras devem ser realizadas no tempo anteriormente referido. Regulamento detalhado: Ver Cap. 4.2 do FAI Sporting Code, Volume F2, acima disponibilizado (item 5). Figuras regulamentares: Faça o "downlod" do FAI Sporting Code, Volume F2, Annex 4H
8 – F2C (CORRIDAS DE EQUIPAS) Esta é uma das classes mais espectaculares do voo circular, pela dinâmica que durante uma corrida se pode observar. 8.1 – O MODELO Os modelos de corridas evoluíram, desde uma especificação que os pretendia de geometria "similar a um avião real" (com uma cabina transparente e uma cabeça de piloto a ver-se no lugar da cabina) e uma tendência aerodinâmica para asas longas, para uma geometria do tipo "asa voadora", onde se privilegia a robustez física do modelo capaz de suportar as aterragens violentas que a competição actual exige. Permanece ainda a exigência da cabina transparente e da cabeça de piloto, mas foi suprimida qualquer referência à semelhança com um avião real.
8.2 – A EQUIPA Dos dois aeromodelistas que formam uma equipa, há que distinguir o "piloto" e o "mecânico". Estes dois elementos procuram desenvolver o seu equipamento, tanto do ponto de vista aerodinâmico do modelo e dos hélices, como a mecânica do motor e o seu abastecimento com combustível. O objectivo, em prova, é obviamente ganhar sobre os adversários; em treino, procura-se sempre melhorar o tempo de uma corrida. 8.3 – A COMPETIÇÃO Uma corrida é normalmente disputada por três equipas voando simultaneamente, evolucionando os três pilotos no círculo central da pista. Os mecânicos permanecem no círculo exterior da pista para os reabastecimentos dos modelos.
A corrida consta de 100 voltas, tendo os depósitos a capacidade de 7 cm3, controlada pelo júri. O voo faz-se a uma altura média de 3 m. Nas ultrapassagens, o modelo pode ir até aos 6 m, num número reduzido de voltas. Procura-se que, com cada reabastecimento o modelo perfaça 33 a 34 voltas. Assim, para cumprir as 100 voltas, para além do abastecimento da partida, são necessários mais dois reabastecimentos, sendo muito importantes o papel do mecânico e a qualidade do motor. A dinâmica de uma corrida é muito grande. Nas paragens, o piloto que vai reabastecer afasta-se do centro, de modo a que o modelo possa chegar ao círculo exterior onde se posiciona o mecânico. Assim, ficam os outros modelos a passar a mais de 200 km/h por cima daquele. Com a sua descolagem, os outros pilotos têm de o receber ao centro, dando-lhe espaço. Imagine-se quando vêm dois a aterrar, e como evitar acidentes! A perícia dos pilotos e a sua velocidade de raciocínio tem que ser muito grandes, bem assim como a atitude dos mecânicos, em relação a uma recepção precisa e um rápido reabastecimento dos modelos. 8.4 – AS ELIMINATÓRIAS Consoante o número de equipas inscritas, é feito um sorteio, formando-se conjuntos de três equipas por corrida. Todas as equipas têm direito a duas "eliminatórias", ou seja, obtêm sempre dois tempos. Obtidos estes tempos, e consoante o número de inscritos, são seleccionados os melhores para as "semi-finais". Daqui são encontrados os três melhores para a final. 8.5 – A FINAL É uma corrida de organização idêntica a todas as outras, mas com 200 voltas, e destina-se exclusivamente a encontrar o vencedor da prova. A espectacularidade de uma final de corridas é tal que, num Campeonato do Mundo ou da Europa, as organizações deixam sempre aquela para ser a última prova do campeonato. Assim, permite-se que todos os outros concorrentes, de outras classes, a possam ver. Regulamento detalhado: Ver Cap. 4.3 do FAI Sporting Code, Volume F2, acima disponibilizado (item 5). 9 – F2D (COMBATE) Esta é uma modalidade que, tal como o nome indica, deve ser agressiva e de grande dinâmica, com velocidades da ordem dos 160 km/h. É geralmente praticada pelos jovens e com modelos muito baratos. 9.1 – O MODELO São de construção muito simples, baratos e leves. Cada concorrente tem que levar vários modelos, totalmente preparados, porque, durante a prova, por vezes vão-se partindo. O concorrente pode ter direito a continuar numa nova eliminatória, até chegar à final.
9.2 – O OBJECTIVO O objectivo é voarem dois modelos simultaneamente, rebocando cada um uma fita de papel, que será cortada pelos ataques do opositor, utilizando, para isso, o seu hélice. Os motores têm obrigatoriamente de ser arrancados manualmente e o combustível é fornecido pelo júri, a fim de ser igual para todos. 9.3 – A EQUIPA Uma equipa de combate é formada, no máximo, por três elementos. O concorrente (que é o piloto) e dois mecânicos. Um, para colocar o motor em funcionamento, afiná-lo e segurar o modelo, enquanto o motor aquece. O outro, para recolher o modelo, se vier ao solo e se partir, retirar-lhe a fita de papel, e colocá-la no outro modelo que irá voar, dando continuidade a esse combate. 9.4 – A COMPETIÇÃO No centro da pista estão dois concorrentes que se irão confrontar, havendo um juiz que os vai controlando durante o combate. São dados 60 segundos para colocar os motores a funcionar, afinar e aquecer. No fim deste tempo, os modelos descolam directamente das mãos do mecânico, e dá-se início a 4 minutos para o combate. O juiz, que está ao centro quando os modelos descolam, observa a altura em que eles estejam a voar em posições diametralmente opostas, para dar início ao combate. Sempre que um modelo interrompa o voo, durante o tempo de combate, é penalizado por um ponto por cada segundo passado no solo. São também contados o número de cortes na fita do opositor (100 pontos por cada corte). Estes dois valores contam para a pontuação nesse voo.
9.5 – A PONTUAÇÃO Cada concorrente tem que ir fazendo combates sucessivos, com os outros que no sorteio lhe calhem. Tem de fazer, pelo menos, duas "eliminatórias", ou seja, tem de ter, no mínimo, duas pontuações. Se as vencer, volta a ser feito outro sorteio, para que sejam encontrados os novos vencedores. Assim se vai chegando até à final, e se encontram as pontuações de todos os participantes. Trata-se de uma prova muito dura, espectacular de se ver, não havendo duas provas similares, e, por vezes, acabando com modelos danificados. É uma classe internacionalmente muito praticada e recomendada para os jovens. Os modelos são muito baratos e possíveis de construir em série, podendo ser feitos num dia. Regulamento detalhado: Ver Cap. 4.4 do FAI Sporting Code, Volume F2, acima disponibilizado (item 5). 10 – F2E (COMBATE "DIESEL") Modalidade que, tal como o nome indica, é uma variante da F2D, mas, ao contrário daquela, onde imperam os motores do tipo "glow plug", esta é praticada com modelos equipados com motor "diesel". Os modelos e as regras são similares, sendo as velocidades de voo, em princípio, menores. 11 – F2F (CORRIDAS DE EQUIPAS COM MODELOS DO TIPO SILHUETA) Esta é uma classe de corridas, em tudo semelhante ao que já foi explicado em F2C, mas com modelos muito mais simples, e com motores muito mais baratos, e não modificados. 11.1 – A ORIGEM DESTA CLASSE Constatou-se, em Portugal, há duas dezenas de anos, que se deveria desenvolver uma classe de natureza "Nacional", em tudo semelhante aos regulamentos de F2C, mas com modelos do tipo silhueta e motores de montagem exterior e mais baratos. Manteve-se o regulamento desportivo de F2C, mas criaram-se outros tipos de modelos. Com as mesmas dimensões das asas dos de corridas F2C, e a serem usados hélices comerciais de plástico, para se obterem menores velocidades, que, apesar de tudo, são da ordem dos 160 km/h. Procura-se, assim, numa modalidade com menores custos (e velocidades), a possibilidades desta classe ser atractiva para iniciados que irão futuramente para o F2C. Por outro lado, pode ser praticada por pilotos que, sendo já mais velhos e pesados, ainda podem continuar a praticar uma modalidade que já fizeram quando praticavam F2C, mas agora já não têm agilidade para velocidades da ordem de 220 km/h. Com a realização de provas internacionais em Portugal e a vinda de estrangeiros, estes acabaram por adoptar também a nossa classe tipicamente Portuguesa. Principiaram os Espanhóis, e depois seguiram-se todos os outros países, acabando a CIAM por reconhecer esta nova classe. 11.2 – O MODELO
Usam-se modelos de dimensões idênticas aos de F2C, mas de execução mais simples, equipados com motores de menor qualidade técnica, mais baratos e de montagem exterior. 11.3 – A COMPETIÇÃO Para o desenrolar das provas, segue-se a mesma organização já explicada em F2C. São disputadas eliminatórias, semi-finais e final, como é especificado na regulamentação de F2C. Regulamento detalhado: Ver Annex 4G do FAI Sporting Code, Volume F2, acima disponibilizado (item 5).
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