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Federação Portuguesa de Aeromodelismo

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Ser Federado

As primeiras perguntas

Como é que posso ser um praticante federado?

Este estatuto é obtido com a inscrição num clube de Aeromodelismo filiado na F.P.Am.. Consulte a lista de clubes federados para saber qual está mais perto da sua área de residência, ou lhe oferece as melhores condições para praticar a modalidade. Fale com as pessoas de contacto, vá ao campo ver como procedem e como o acolhem. Depois faça a sua opção e filie-se no clube. Através do clube poderá obter a sua licença desportiva (ver tabela de licenças em: http://www.fpam.pt/docs/00/00/02/000002p7.PDF).

Quais são as vantagens de ser federado?

Uma vantagem importante é o facto de se estar imediatamente coberto por dois seguros, um de Responsabilidade Civil e outro de Acidentes Pessoais. Os acidentes podem acontecer e estar precavido contra danos causados a terceiros e a nós próprios, é sempre um factor importante. Outra vantagem prende-se com os locais de voo adicionais - as Bases Aéreas e do Exército. As cordiais relações que a F.P.Am. mantém com a Força Aérea Portuguesa e com o Exército e a existência de protocolos permite a utilização de várias bases por todo o país. Além disto, o facto de ser federado permite entrar nas provas e encontros que se fazem ao longo do ano, permite participar na vida activa do aeromodelismo, suas reuniões, assembleias e, mais importante do que tudo, é o facto de ao ser mais um a engrossar a fileiras dos aeromodelistas, está a contribuir para que a Federação seja mais forte, mais representativa e, consequentemente a arranjar condições de melhor apoio a todos nós.

Quanto custa começar?

Depende muito do seu orçamento, de quanto quer investir, da categoria e da classe por onde vai começar. Se quiser começar pelo voo livre, dentro de casa ou de exterior, pode ter de gastar entre uns centos de euros e alguns milhares, chegando a algumas dezenas de milhar em caso de alta competição. Se quiser começar pelo voo circular poderá ter de investir entre uma dezena e algumas dezenas de euros, podendo mesmo ir mesmo a uns milhares de euros, em caso de alta competição. Se quiser ir para o voo radio-controlado pode gastar apenas algumas centenas de euros, ou pode gastar o dobro ou o triplo desta quantia, ou mais ainda se chegar à alta competição, dependendo das suas opções em termos de equipamento, de fiabilidade e de sofisticação.

O que preciso ter para começar?

Antes de mais, um modelo. Para voo livre é o modelo e pouco mais. Para voo circular é o modelo, um motor e o sistema de comando, com o punho e os cabos, a bobina, uns sobresselentes, o combustível, a almotolia para o injectar, o hélice, eventualmente a bateria no caso de motores de vela. Para radio-controlo deve começar por um modelo de apenas três funções (motor, profundidade, deriva). Normalmente o modelo com mais um comando para os ailerons é o segundo passo. O modelo típico de iniciação tem asa alta e apenas as três funções descritas. Um motor, que será determinado pela sua escolha de modelo. Os modelos de iniciação usam normalmente motores entre 3,5 cm3 (25ci) e 6,5 cm3 (40 ci) de cilindrada. Aqui as escolhas são ainda mais diversas. O tipo de relação pistão/camisa (Ferro/ferro, AAC, ABC ou segmento), com ou sem rolamentos de esferas a suportar a cambota, etc. O preço reflecte-se na maior ou menor sofisticação mecânica destas pequenas maravilhas. A durabilidade deve ser um factor a considerar, porque um iniciado pode causar alguns maus tratos a este componente fulcral do sistema. Uma bateria para a vela (no caso de optar por um motor de vela incandescente). Pode escolher uma bateria de 12 volts, o que fará com que precise de um painel ou então pode optar por uma bateria NiCad 1,2 voltes, que é o suficiente para tornar o filamento incandescente. A primeira opção é obviamente mais cara (consideravelmente). Combustível e uma bomba para encher (e despejar) o tanque. Existem excelentes bombas manuais ou eléctricas que podem fazer este trabalho. Para a bomba eléctrica necessita de uma fonte de alimentação de 6 ou 12 volts. Se escolheu um painel e a bateria, já tem a sua fonte de alimentação para a bomba eléctrica. Também pode usar uma almotolia de plástico. Uma forma de fazer arrancar o motor pode ser à mão, ou com um arrancador eléctrico. Mais uma vez, o segundo precisa de uma bateria de 12 volts para funcionar. Precisa obviamente do sistema de rádio. Outra vez as escolhas. Estas vão desde o rádio de iniciação de 4 canais até sofisticados rádios de 9 ou 10 canais, digitais e com micro-processadores que lhe permitem fazer todo o tipo de misturas e ajustes. Quase todos os sistemas incluem os servos e o receptor necessários para a instalação no modelo. Um modelo de iniciação não é muito exigente em termos de esforços, pelo que não irá certamente precisar de topos de gama.

Qual é a velocidade de um modelo?

Os modelos de treino têm uma velocidade de cruzeiro média entre os 40 e os 50 km/h e uma velocidade máxima de cerca de 90 a 100km/h No entanto existem modelos capazes de atingir mais de 300 km/h .

Até que distância pode voar um modelo?

O raio de alcance de um emissor RC moderno é de cerca de 1.5 Km, mas para manter contacto visual com um modelo deverá voar a distâncias muito menores. Um modelo com uma envergadura de 1.5 m é minúsculo e pouco visível quando visto a 500 metros de distância. Se quiser iniciar a sua actividade é importante saber quais as escolhas ao seu alcance e quais as frequências que deve adquirir . Veja a tabela de frequências usadas em Portugal, para aeromodelismo.

O que se deve fazer quando o avião fica sem combustível?

Contrariamente àquilo que é um pensamento generalizado, o controlo do modelo existe mesmo sem o motor a funcionar. Deverá fazer planar o modelo até fazer uma aterragem. O sistema de rádio tem o seu próprio conjunto de baterias, que lhe fornecem a energia e o tornam independente do motor.

É difícil voar?

Não. Depois de uma fase de adaptação (+/- 3 semanas com regularidade) e de percepção dos conceitos básicos de voo, passa a ser natural como conduzir um automóvel. Claro que é necessária uma boa coordenação entre a visão e o movimento de mãos. Sem esta condição pode ser um sério problema... Aquilo que é absolutamente fundamental é perceber quais são os controlos do modelo e o que é que provocam quando accionados. Evitar maus hábitos é algo que deve começar a fazer desde o início. Muitos aeromodelistas ditos "experientes" ficam desorientados por ter que aterrar numa direcção que não é a habitual, devido à mudança do vento. Se os seus voos forem demasiado rotineiros, só lhes resta fugir a essa rotina, treinando outras manobras. Passagens lentas e baixas, conhecer a velocidade de perda do avião, fazer circuitos em direcções opostas, etc. Um piloto rotineiro, transforma-se num perfeito iniciado se algumas das variáveis mudam (e elas são muitas). Um piloto com muita prática, tem muitas vezes tremores nas pernas e uma grande sensação de desconforto quando vai fazer o 1.º voo de um modelo novo. Se estiver preparado para qualquer eventualidade, os seus modelos deixarão de voar por excesso de uso e, não por infelizes acidentes. E, não se esqueça nunca que existem regras de segurança, que são obrigatórias para todos. Respeite-as e faça os outros respeitá-las.

São fáceis de construir?

Sim. No entanto leva algum tempo construir um modelo a partir de um conjunto de construção. Muitas pessoas preferem a parte da construção a todas as outras. A construção e os ajustes finais dos controlos requerem algum cuidado e experiência. Se não a tiver, qualquer aeromodelista minimamente experiente lhe pode dar uma ajuda nessa tarefa. Não espere grandes resultados nos primeiros modelos. A perfeição atinge-se com a repetição e consequente prática. Se não quiser passar por tudo isto pode sempre optar por comprar um ARF ("Almost Ready to Fly"), que tem a maioria do trabalho de construção já realizado. É claro que a penalização é o preço do modelo... e quando têm problemas são muito difíceis de reconstruir. Pode ainda mandar construir o seu modelo ou comprar um já feito, claro pagando!

De que são feitos os modelos?

Normalmente são feitos de madeira balsa e contraplacado. Com a evolução dos materiais, os conjuntos de hoje são fabricados com os mais diversos materiais. As fibras de vidro são relativamente correntes em modelos de média e alta gama. Os modelos de competição fazem uso de materiais muito sofisticados tais como a fibra de carbono e o kevlar ou o nomex. Os plásticos termo-moldáveis, como o ABS, são também muito aplicados. Os núcleos das asas são frequentemente realizados em poliestireno expandido (esferovite) e cobertos de folheado de balsa. O resultado é leve e resistente. Isto reduz sobretudo o trabalho de construção que no caso de asas convencionais com nervuras e longarinas deve ser meticuloso e forçosamente demorado. As colas são uma questão em que não existe unanimidade. As super colas (cyano acrilatos) são cada vez mais vulgares e sofisticadas. A rapidez de construção que resulta do uso destas colas é enorme. As colas de madeira e as resinas epoxy são também usadas extensivamente. A cobertura levanta outro problema. Peso, resistência e efeito final devem ser consideradas nesta escolha. Os plásticos termo retrácteis são largamente usados para este efeito, mas a pintura resistente ao combustível, o tecido aplicado com verniz ou até a folha de alumínio (muito usada em aviões à escala) são também opções para esta aplicação.

Como são actuadas as superfícies de controlo?

Pelo sistema de rádio que existe a bordo do modelo. É constituído por três componentes principais: Receptor - Servos - Bateria O receptor recebe os sinais de rádio e converte-os em variações de corrente eléctrica que accionam os servos. Estes não são mais que motores de maior ou menor precisão acoplados a alguma electrónica que convertem as variações de corrente eléctrica em movimento do motor. A panóplia de modelos existentes é enorme. Desde o servo de gama baixa (em força e precisão) até ao servo com dois rolamentos, elevado torque e precisão, existe um modelo para cada aplicação. Os preços variam de acordo com a rapidez e a precisão e podem rondar os 2 ou 3 contos até algumas dezenas por unidade. Os receptores também devem ser escolhidos em função das necessidades (e do preço). Devem ser o mais possível imunes às interferências e para isto a variação de preço nem sempre é um bom indicador. Existem dois grandes tipos de emissores/receptores de rádio, PPM ("Pulse Position Modulation") e PCM ("Pulse Coded Modulation"), sendo os últimos consideravelmente mais caros que os primeiros. A grande vantagem destes receptores (ou desvantagem na opinião de outros) é o facto de o receptor poder ser programado para reagir em caso de falha de sinal de recepção por interferência. Neste caso os canais são ajustados para uma posição pré-programada, por exemplo meio gás com a profundidade numa posição de leve subida e os ailerons ajustados para uma suave curva. O problema será se a interferência acontece quando estiver em voo invertido... A bateria assegura a alimentação do sistema - receptor e servos. O seu dimensionamento em capacidade de carga deverá ser ajustada às necessidades de consumo do modelo (nº de servos, ou outros sistemas embarcados) e à duração que quer obter. Mais capacidade é igual a maior tempo de voo. As baterias usadas nos modelos modernos são de níquel cádmio (recarregáveis) e Hidrido de Metal. As baterias de ácido e chumbo são usadas em algumas aplicações, mas em muito menor percentagem que as populares nicads.

E se o modelo cair?

Bem... Todo os seu trabalho se pode resumir a um monte de estilhaços. Um aeromodelista com sentido de humor diz que um saco de plástico para os estilhaços consta da sua check list. Apesar de tudo, acidentes fatais são muito mais raros do que se pensa. O resultado é quase sempre mais gravoso para a fuselagem do que para o resto do modelo. Muitas vezes é perfeitamente recuperável. Os modelistas com experiência raramente têm acidentes. Se fizer tudo sempre dentro dos limites (os seus e os do seu material) os acidentes são raros. A atenção com todos os componentes é muito importante, passando pela verificação de baterias, rádio, dobradiças, comandos de superfícies de controlo, contactos eléctricos, etc. Se tudo for feito com rigor, só mesmo o correr riscos para fazer uma nova manobra ou factores externos poderão ensombrar um dia de voo.

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